01 março 2010

[Crônica]




Quando o Amanhã nasce, torna-se o Hoje, assim como o feto que sai do ventre da mãe para tornar-se alma vivente. E quando passa, ele não morre, mas transforma-se em perene recordação dentro de nós mesmos.

O nosso Tempo é agora, o dos mortos já passou. Sendo que coabitamos um mundo, em esferas diferentes: a nossa esfera é agradável e bela, mas perecível; a dos nossos antepassados é mais espiritualmente elevada, é sublime e paradisíaca. É para onde iremos ao limiar da Vida, na plenitude da nossa justiça.

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A Noite nada mais é do que a esperança da Aurora; e a Madrugada tanto anseia por Luz, que a recebe gradativamente do Sol - seu provedor - até preencher-se de sua agradável recompensa: o Dia.

Seja ele quente ou frio, consumido por um calor intenso ou preenchido por gélida neblina, o Dia é quase sempre aguardado com a ansiedade de que, junto com ele, traga-nos a renovação do corpo e da mente e de nossas esperanças.

Pois aqueles que acreditam no poder condescendente do Altíssimo podem, seguramente, esperar por um mundo melhor a cada manhã. E essa esperança é uma âncora segura para a alma dos homens, tornando-os constantes e firmes - mesmo diante dos vagalhões que os açoitam em meio às piores tempestades - e fazendo com que modifiquem o seu interior, assim como o ambiente ao seu redor.

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Um comentário:

  1. Adorei a crônica! O dia realmente é aguardado com muita ansiedade, muitas coisas podem e vão acontecer nesse novo dia. De fato muita coisa depende de nós, afinal fazemos o nosso dia.

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