15 novembro 2013

Entrevista de César dos Anjos ao Parlatório

O Parlatório falou sobre a publicação de livros em edição Cartonera e recebeu César dos Anjos, Poeta e Produtor Cultural, em seu estúdio para uma entrevista, em 12 NOV 2013.



Hoje você vai entender o que é e como funciona a edição Cartonera, um movimento que surgiu em meio à crise econômica na Argentina em 2003 e hoje está conquistando escritores e leitores do mundo todo. César dos Anjos é um dos autores que se encantou com a proposta editorial e lançou duas obras neste formato artesanal criativo: "O Miserável e Três Contos Filosóficos" e "Qualquer idiota morre depois" [Poesia?].

Sobre o conto "O Miserável" e o Movimento Cartonero

Comunicação de Andreia Joana Silva, a propósito do lançamento dos livros "O Miserável e Três Contos Filosóficos" e "Qualquer idiota morre depois" [edição bilíngue Português/Espanhol], do escritor César dos Anjos.

Sobre o texto O Miserável                                  

                Este texto não é aconselhado a leitores sensíveis. Contudo é um texto que eu aconselho a leitores sensíveis. Trata-se de um texto perturbador, é certo. Mas que cumpre a sua função artística: a de incomodar o leitor, a de perturbar, de tocar com o dedo no âmago da ferida, nas entranhas, alcançando algo que é quase inumano, ou talvez seja tão humano que tenhamos medo de admitir que o é.
                O conto O Miserável ficou no top 5 do I Prêmio Internacional de Literatura Cartonera, lançado por Cephisa Cartonera. Foi um texto que me custou a ler, devo admitir. Mas ainda assim é um texto que faz bem ler. No sentido em que obriga a questionarmo-nos, a colocarmo-nos certas questões que por vezes não ousamos colocar. Cumpre a sua função artística no sentido que incomoda o leitor e impele-o a reagir. Abana-o, sacode-o.
                Em O Miserável estamos perante um texto cuja essência é primordialmente demoníaca. Deparamo-nos com um personagem que nos transporta até ao seu mundo, o qual é um autêntico locus horrendus. Neste locus horrendus no qual nós, leitores, somos gentilmente convidados a entrar, acompanhamos o personagem e vivemos com ele o exteriorizar dos seus demónios através de estupros, violência gratuita, assassinatos, crimes hediondos. Assistimos à procura do personagem pela libertação, a sua catarse. A qual não chega, qual animal insaciável que continua à procura de satisfação e prazer incessantemente.
                Nietzsche dizia que “o imitar é congênito no homem e ele compraz-se no imitado”. Ou seja, enquanto seres humanos, retiramos prazer na imitação da realidade, pois é inerente à nossa natureza. Imitamos como forma de aprendizagem, como forma de brincadeira e em tom jocoso, imitamos para tornarmos a realidade alheia mais próxima de nós. Sendo a literatura o espelho da realidade, teremos também nós prazer em ver essa realidade imitada? Ou esse prazer caberá só ao escritor, que a imita, (des)escrevendo-a?

Sobre o trabalho das editoras cartoneras

                É com grande satisfação que acolhemos Querubim Cartonera na grande família cartonera, numerosa e instalada nos quatro cantos do mundo. Já muito se tem escrito sobre a importância das pequenas editoras, mas tudo se resume a uma alternativa: uma alternativa à publicação convencional. Nós, cartoneros, queremos voar mais alto. Queremos ser mais do que uma alternativa. Queremos ser uma família. Queremos fazer livros como quem faz bolos para oferecer aos amigos e familiares, queremos que os livros sejam uma desculpa para estarmos juntos, para trabalharmos em coletividade, para descobrirmos o companheirismo e a amizade em torno dos livros. Claro que falamos de um projeto multidimensional e com imensas potencialidades (certamente a maior parte delas ainda não estão exploradas).
                As editoras cartoneras nasceram com o objetivo de publicar autores não conhecidos, fazer livros com um baixo custo de produção os quais se pudessem vender também a um baixo preço. Isto significa que a nível literário abriu-nos as portas a um mundo ainda inacessível e deu-nos à boca literatura de rua, na qual há o apelo ao grotesco, ao feio, ao mundano, ao proibido (não deixem de ler as primeiras obras publicadas de Eloísa Cartonera). O cânone ficou de lado e novas janelas literárias abriram-se para nos darem a conhecer novos autores que de outra forma nunca seriam conhecidos.
                Por outro lado, podemos também dissertar sobre o lado artístico que as editoras cartoneras veiculam: não nos cansamos de repetir que não há dois livros iguais. É o nosso estandarte. Cada livro é feito com amor, carinho e dedicação q.b. Sendo inteiramente feitos à mão, são irreproduzíveis. São únicos. Já sabemos que para nós, ávidos leitores, cada livro é único, mas estes são mesmo únicos pois não existem dois livros iguais. Estamos portanto perante o livro-objeto, o livro enquanto obra de arte plástica.
                Socialmente temos também uma grande responsabilidade: valorizar a figura do catador de lixo. É a ele que vamos comprar o papelão mais caro, tentando contornar o sistema, mostrando-lhe que o seu trabalho merece ser mais bem pago. Ajudando-o a viver melhor nesta sociedade madrasta. Sensibilizando a população. Olhando-o nos olhos.
                Hoje, neste momento, assistimos à continuação do movimento cartonero. Assistimos ao nascimento de mais uma irmã cartonera. É em momentos como estes que sentimos todo o nosso trabalho recompensado: quando conseguimos transmitir aos outros esta nossa garra de perpetuar algo que é maior do que todos nós, algo que mesmo nós, ainda não conseguimos compreender. Hoje, neste momento, mesmo longe, estamos aí com vocês. Estamos no meio de amigos. Revemos as caras conhecidas. Distribuímos beijos e abraços. Felicitamos a Querubim Cartonera e, com um forte acento hispânico, dizemos Avanti cartoneros!

28 outubro 2013

1º Lançamento Cartonero

A QUERUBIM CARTONERA, selo editorial independente de Olinda-Pernambuco/Brasil, fará seu 1º lançamento, dois livros em edição cartoneira: "O MISERÁVEL e TRÊS CONTOS FILOSÓFICOS" [contendo o texto finalista do I Prêmio Internacional de Literatura Cartoneira] e "Qualquer idiota morre depois......." [edição bilíngue de textos poéticos-filosóficos-sociológicos-psicológicos-fantasiosos-irônicos-crônicos].

Os dois livros foram confeccionados artesanalmente pelo autor das obras, CÉSAR DOS ANJOS, com capas de papelão pintadas por ele mesmo, sua esposa, Luciana Barbosa de Sá, e suas sobrinhas, Laís Caetano Pires de Sá, Nívea Helena de Sá Muniz e Nataly Caetano de Sá Silva, a quem foram ministradas a primeira oficina de criação Querubim Cartonera.


O Lançamento Querubim Cartonera ocorrerá no Espaço Pasárgada, a Casa de Manuel Bandeira no Recife, situada à Rua da União nº 263, bairro da Boa Vista, em Pernambuco, Brasil. O evento começará às 19h, horário local.


AVANTI CARTONEROS!!!



17 outubro 2013

Querubim Cartonera


Selo editorial independente, do Movimento Cartoneiro Mundial



Confeccionando o primeiro livro em edição cartoneira, que em breve estará disponível para o público leitor e para todas as irmãs cartoneras




04 outubro 2013

A Justiça



Que grande hipocrisia é fazer voto de pobreza para garantir um lugar no Reino do Céu e cobrar dinheiro dos pobres verdadeiros para sustentar-se, e assim garantir-lhes também a entrada no mesmo Reino!

É isso o que constitui a falsa ideologia religiosa disseminada pelo mundo. Uma grande corretora, que assegura aos mais humildes, que doarem tudo o que possuem, um belo imóvel: uma mansão celeste. Com isso, ludibriam seus seguidores, esses tolos que gostam de ser seduzidos por falsas promessas de salvação e muita lisonja. Esses néscios que se permitem enganar por argumentos lógicos, que são lógicos somente aos olhos de um cego ou aos ouvidos de um surdo.

Uma maneira fácil de encobrir seus pecados, suas concupiscências, seus crimes, sua vida dissoluta, irrefreável, iníqua e patética.

O mundo está cheio desta gente!

E pecado não é aquilo com que uma pessoa sente-se mal praticando, como muitos desses hipócritas apregoam, tentando esquivar-se e desprezar o grande altar da Justiça Divina. Se assim fosse, alguns crimes seriam perfeitamente aceitáveis, já que muitos criminosos não sentem remorso e até gozam de certo prazer demoníaco ao matar, pilhar, roubar, fornicar, sequestrar, estuprar, destruir.

Por esse motivo, todos os atos hediondos ora citados deixam de ser pecado à vista do Eterno Legislador do Universo porque estes dragões da maldade não se sentem mal praticando-os?

Pois é exatamente esta a definição de pecado: toda e qualquer atitude consciente contrária à vontade de Deus. Aquele que perdoa o arrependido, mas pune justamente o degenerado.

___César dos Anjos

[Crônica sem título]



Acho impressionante como o mundo hoje é tendencioso a apoiar e simpatizar-se com os palestinos e demonizar o Estado de Israel. Não sou contra os palestinos, pelo contrário, tenho excelentes amigos de origem palestina e sou a favor de que se organizem como estado independente. Mas parece que todos se esquecem de, ou não sabem que os judeus são perseguidos, torturados e expulsos de suas casas há séculos, em quase todos os países onde tentaram se estabelecer.

Não por acaso, foi esse tipo de sentimento e atitudes que permeavam entre os povos europeus que permitiram a Hitler e seu pretenso império Nacional-Socialista (leia-se Nazista), dominar grande parte da Europa e subjugá-la a seu bel-prazer, expulsando arbitrariamente os judeus de suas moradias e exterminando mais de 6 MILHÕES deles!

E quando os descendentes dos mesmos retornam a Israel e tentam, junto com os que ali permaneceram, ocupar sua terra original e mantê-la, mesmo que por força das armas, numa tentativa de não permitir que os mesmos erros de um passado nem tão distante aconteçam novamente, são julgados e execrados por muitos que não conhecem nem uma pequena parte de sua longeva história e de sua importância histórica e geopolítica para o mundo.

___César dos Anjos

O deus de Rimbaud, Bilac e Miró

Foto: Miró da Muribeca


Eu odeio pensar que morrerei, sem ver como são grandes as pirâmides, sem fotografar de longe a esfinge e pensar no Egito dos faraós.

Eu odeio pensar que morrerei, sem visitar as Muralhas da China, meditar na Cidade Proibida, correr com o tigre e lutar com Shaolin.

Eu odeio pensar que morrerei, sem voar ao topo da Torre Eiffel, admirar o Arco do Triunfo, caluniar Louis XV e Napoleão.

Eu odeio pensar que morrerei... mas, antes, eu tenho um questionamento: Quem bebeu as cocas que não bebi?

Os deuses me abandonaram, menos o deus de Rimbaud, Bilac e Miró. Estou só, eu e minha poesia.

___César dos Anjos

30 setembro 2013

Depressão violência e suicídio



quanto mais aproximamos o nariz das fronteiras alheias
menos cheiro do nosso próprio suor
caberá às sinapses imparciais de metabolismo lento
cordas suspensas em desequilíbrio armado
punhos malditos usurpadores de rostos familiares
cabeças curvadas ao chão delirante
tiros no peito do milionário extravagante
colunas de fumo e hálito de enxofre
início da escuridão milenar

___César dos Anjos

Pesadelo dois


[A Andréia Carvalho Gavita]

mais uma esquina remota e deserta nas dunas
prateadas em frente ao paraíso ventricular e os três
cães gigantes de patas rosáceas lambidas pelo demônio
impedindo a passagem das caravanas extraterrenas
a julgarem-se corpos intocáveis diante dos bêbados de ervas
daninhas e minúsculas raparigas adivinhadoras de pedaços
soltos dos cérebros sem uso crânios absorvidos pelos latidos
espectrais espalhados pelas areias de mercúrio
cinzas da mente curvas do fim

___César dos Anjos

Marco zero



[A Alexandre Santos]

o Recife tem um olhar antigo
um olhar de poema cansado
anterior aos nossos avós
um olhar de angústia e de perdão
o Recife tem vidros no olhar
um olhar de tinta desbotada
mil pedras revirando o estômago
um olhar de fé e maldição

___César dos Anjos

26 setembro 2013

Tiradentes




Sabe que há uma (podemos chamar de) Teoria Conspiratória sobre Tiradentes: ele não morreu em Minas Gerais, mas um seu sósia foi enforcado e esquartejado no seu lugar. Há indícios de que ele foi pra Paris e por lá viveu o resto dos seus dias.

Uma assinatura dele num livro de uma Loja Maçônica, registrada pouco tempo depois de "sua morte", originou essa suspeita.

Tal fato, caso comprovado, faria dele um covarde que abandonou a Pátria, ou um nacionalista que trabalhou pelo país secretamente e, mesmo de longe, acompanhou os desdobramentos da Nação?


___César dos Anjos

Desenho geométrico

Arte: Wassily Kandinsky



Essa eu aprendi na escola, há muitos anos. Que toda reta é um segmento de curva. Foi um professor de matemática, especulando em sala de aula.

Lembrei-me disto, e pensei: Se toda linha reta é um segmento de curva, então todo círculo é formado por milhares, ou até milhões de segmentos de retas, que são linhas curvas.


___César dos Anjos

25 setembro 2013

A insônia e o mar




Aonde ir é o que preciso decidir nas próximas horas, ou nunca mais serei feliz.

Não tenho sono, então espero ser inspirado pelo suave e ritmado barulho das ondas.

Quem não consegue meditar através da imensidão da natureza e no silêncio da noite?


___César dos Anjos

02 setembro 2013




I PRÊMIO LITERÁRIO PERTO DE CASA

A Revista Perto de Casa organiza o I Prêmio Literário Perto de Casa com o apoio da Novoestilo Edições do Autor, para brasileiros maiores de 18 anos, residentes em Pernambuco. O prêmio contemplará trabalhos no gênero CRÔNICA, e tem como objetivo principal promover a literatura e o autor pernambucano.

REGULAMENTO
As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas através da ETC (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) até 10 de setembro de 2013, valendo a data da postagem.

Ao realizar a inscrição, o autor concorda com as regras do concurso, autorizando a publicação do trabalho na edição especial da revista Perto de Casa Cultural de outubro/2013, e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei de Direito Autoral.
A Novoestilo Edições do Autor escolherá uma Comissão Julgadora composta de três membros de renomado prestígio literário, e uma Comissão Organizadora que resolverá casos omissos deste regulamento.
O candidato poderá participar com, apenas, uma obra obrigatoriamente inédita no gênero crônica, com até 800 caracteres incluindo espaços, tendo como título: Literatura, futebol e identidades nacionais – tema da IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.
O trabalho deverá ser gravado em CD, acompanhado de três cópias impressas em fonte times new roman tamanho 12, espaço 1,5, e endereçado à Novoestilo Edições do Autor – Rua Sérgio Magalhães, 54 – Graças – Recife-PE – CEP 52050-270.
Juntar às cópias um envelope lacrado e identificado com o pseudônimo do autor, contendo em seu interior nome completo, número de CPF, identidade, endereço residencial, eletrônico e telefone. Os dois envelopes NÃO deverão conter detalhes que identifiquem o candidato, inclusive, escrita de próprio punho.
O critério de seleção será qualidade literária, originalidade, criatividade e uso correto da língua de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
A premiação será a divulgação do trabalho selecionado na edição especial da revista Perto de Casa Cultural, a ser lançada e distribuída durante a IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, de 4 a 13 de outubro de 2013, no Centro de Convenções de Pernambuco. A tiragem é de 10.000 exemplares.
O resultado será divulgado em todos os meios de comunicação da Revista Perto de Casa, da Novoestilo Edições do Autor e da Cultura Nordestina Letras & Artes. Em dia a ser divulgado posteriormente, o(a) vencedor(ra) receberá as homenagens no estande da Novoestilo Edições do Autor, na Bienal, certificado e um vale-desconto de 40% em qualquer publicação de 50 exemplares, até 100 páginas, na editora.
O não cumprimento deste regulamento implicará na desclassificação automática do candidato.
Os trabalhos enviados não serão devolvidos em nenhuma hipótese.

Maiores informações: 81 32433927

Recife, 20 de agosto de 2013
Taciana Valença e Salete Rêgo Barros

23 maio 2013

Livro Chato

Sobre o livro "Filosofia", de Antônio Joaquim Severino



O autor, tentando se mostrar um profundo conhecedor da Filosofia, em sua soberba intelectual, abusa de uma linguagem extremamente rebuscada, tornando o livro quase inacessível para o leitor comum e fazendo com que a leitura seja chata, desagradável.

Alguns autores simplesmente não sabem se comunicar com o público leitor, criando uma barreira para o aprendizado.


Mas como sou obstinado em meu aprendizado, me impus ler o livro até o fim, mesmo sob protestos internos ("Larga essa porcaria e vai fazer/ler algo mais produtivo!"), e compreendi todo o conteúdo do livro (espero que essas palavras cheguem até o tal fulano).

Um dos piores autores que tive o desprazer de ler.

Prefiro cem vezes mais estudar Marilena Chauí!


Link do livro no skoob:

http://www.skoob.com.br/livro/6706-filosofia


16 maio 2013

FIP 2013 - Programação





Torre Malakoff
A programação da Torre Malakoff é aberta ao público a partir das 16h30 e não é preciso fazer inscrições.
Praça do Arsenal da Marinha – Recife Antigo
Anti-homenagem levemente carnavalizada e totalmente não autorizada a JMB
Intervenção artística, com curadoria d’A casa do cachorro preto, em homenagem totalmente não autorizada ao mau velhinho Jomard Muniz de Britto, com os artistas Ayodê França, Raoni Assis, Jeims Duarte, Manoel Quitério, Pedro Melo, Imarginal, Paulo Leonardo e Clarissa Machado.
Sala de Exposições | Térreo
 Poesia na nuvem
 Intervenção que consiste na grafitagem de uma “biblioteca” virtual em que o público poderá baixar da internet obras de poetas pernambucanos através de QR codes.
Hall de Entrada | Térreo
23/05
Abertura
Mariane Bigio lê Janice Japiassu e Jaci Bezerra.
Horário: 19h
Anfiteatro
 Roda de poesia
Marcelo Mário de Melo, Zizo, Renata Santana, Artur Rogério, Mario Bojórquez, Lupeu Lacerda.
Horário: 19h30
Anfiteatro
 Diálogo
Fábio Andrade conversa com Lourival Holanda e Olivier Salon.
Horário: 20h30
Anfiteatro
Show de Abertura
Adiel Luna e Antônio Queiroz
Horário: 21h30
Anfiteatro
24/05
Diálogo
Adiel Luna conversa com Antonio Queiroz.
Horário: 16h30
Anfiteatro
Roda de poesia
Jussara Salazar, Angélica Freitas, José Juva, Cecilia Eraso, Paula Berinson, Ryo Miyairi.
Horário: 19h
Anfiteatro
Diálogo
Paulo Carvalho conversa com Jussara Salazar e Angélica Freitas
Horário: 20h30
Anfiteatro
Jam poética
OuLiPiando o Saruê
Olivier Salon e grupo São Saruê
Horário: 21h30
Anfiteatro
25/05
Diálogo
Thiago Pininga conversa com Fernando Monteiro.
Horário: 16h30
Anfiteatro
 Roda de poesia
Alexandre Morais, Abreu Paxe, Helder Herik, Bruno Gaudêncio, Fernando Monteiro, Annita Costa Malufe.
Horário: 19h
Anfiteatro
Diálogo
Wellington de Melo conversa com Mario Bojórquez.
Horário: 20h30
Anfiteatro
Jam poética
O observador e o nada
Micheliny Verunschk e Helton Moura
Horário: 21h30
Anfiteatro
26/05
Diálogo
Micheliny Verunschk conversa com Abreu Paxe.
Horário: 16h30
 Jam Poética
Chão caboclo nas quebradas do hip-hop
Chico Pedrosa e Clécio Rimas
Horário: 18h30
 Performance
Poesia dançante para o corpo versejante, performance baseada na obra de Paulo Leminski, com o Trio Madame Cellini, com as atrizes Ceronha Pontes, Lilli Rocha e Nínive Caldas. Direção: Ceronha Pontes
Horário: 19h
Anfiteatro
 Show de encerramento
Estrela Leminski e Téo Ruiz
Horário: 19h30
Anfiteatro
Espaço Pasárgada
Os cursos são gratuitos e as inscrições devem ser feitas pelo emailliteratura.secultpe@gmail.com. 30 vagas por curso.
Rua da União, 263 – 1º andar – Boa Vista
Cursos
23/05
Poesia portenha nos anos 60, com Cecilia Eraso
Horário: das 9h às 12h
Cordel, rap e romance: da Idade Média à Periferia, com Juan Pablo Martín (Espanha/Recife)
Horário: das 14h às 17h
24/05
A contribuição da poesia ibero-americana à tradição do Ocidente, com Mario Bojórquez (México).
Horário: das 9h às 12h
25/05
Da poesia moderna angolana e da tradição, com Abreu Paxe (Angola).
Horário: das 9h às 12h
26/05
Interlocução e performance na poesia de Ana Cristina Cesar, com Annita Costa Malufe.
Horário: das 9h às 12h
Ações Descentralizadas
Arrumadinho de poesia
Declamação e rodas de glosa em mercados públicos do Recife, redutos tradicionais da poesia na cidade. A ação acontece em parceria com a União pelo Cordel de Pernambuco.
 Mercado da Madalena
Com Felipe Júnior, Aldo Neves, Dió de Santo Izidio, Henrique Brandão, Maciel Correia e Thiago Martins. Cantoria de viola com Adiel Luna e Antonio Queiroz.
Data: 25/05
Horário: 12h às 14h
Local: Mercado da Madalena, Rua Real da Torre, 270.
 Mercado da Boa Vista
Com Lupeu Lacerda, Valmir Jordão, Miró, Alufa Licutã-Oxorongá, Philippe Wollney, Mario Bojórquez.
Data: 26/06
Horário: 12h às 14h
Local: Mercado da Boa Vista, Rua da Santa Cruz s/n.
Antiabertura
RIO DOCE/CDU – poesia oulipiana
Poeta Olivier Salon, do grupo OuLiPo, escreverá poema no trajeto do ônibus Rio Doce/CDU. Segundo o desafio oulipiano, a escrita só poderá acontecer com o ônibus em movimento.
Local: Trajeto do ônibus Rio Doce/CDU
Data: 23/05
Horário de saída: 9h – Terminal Rio Doce
A gente da palavra
Poetas uniformizados como ‘agentes de saúde’ visitam o IMIP e levam poesia para os pacientes.
Com Adélia Coelho e Camila Puntel
Local: IMIP – Instituto Materno Infantil de Pernambuco
Data: 24/05
Horário: 9h às 11h e das 15 às 17h
Parque Dona Lindu
Programação voltada para o público infantil
Av. Setúbal, 1139-1189, Setúbal.
 Poesia para pequenos
Declamação e música para crianças com o grupo Cordelândia.
Data: 25/05 e 26/05
Horário: 16h

12 abril 2013

Canção de Amor a Pernambuco


Minha terra tem jambeiros
Onde cantam os pardais;
Mal começam os gorjeios,
Eu não posso dormir mais.

Nosso céu é mais azul,
Nossas praias são mais claras,
Nossas frutas são mais doces,
Nossas matas, imortais.
Minha terra tem jambeiros
Onde cantam os pardais.


LEI N.º 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

Copyright © 2013 César dos Anjos. Todos os direitos reservados.


Semana Manuel Bandeira


No Espaço Pasárgada, a Casa de Manuel Bandeira
Recife, Pernambuco



Palestra de Mario Vargas Llosa


Para os que estão no Rio de Janeiro



30 março 2013

Curso de Literatura Contemporânea no Recife

No Espaço Pasárgada, a Casa de Manuel Bandeira, em Recife-PE/Brasil.

Curso de Literatura Brasileira | Portuguesa Contemporânea, com o poeta, crítico e ensaísta português Luís Serguilha.

Mais informações, no cartaz abaixo.




20 março 2013

Quadras [exercícios poéticos]




[1]
e se eu for considerar
o quanto sofri na vida
temo desprender de amar
lição há muito esquecida


[3]
quero o silêncio da noite
quero a clareza do dia
quero do vento um açoite
quero entre nós harmonia


[12]
nunca aprendi a sofrer
sempre me perco na morte
o meu destino é viver
pego carona com a sorte


[14]
era uma vez um carinho
que precisou se ausentar
fugiu pra longe do ninho
voou bem leve no ar


[26]
fiz um poema pra ti
tentei chegar às estrelas
mas um só verso vivi
na ilusão de não vê-las


[31]
ninguém sabe quem eu sou
cidadão desesperado
meu amor me esperou
além vida no outro lado


[34]
voltei dois giros no tempo
voltei à casa do medo
girei meu corpo bem lento
esqueci o teu segredo


César dos Anjos