Mostrando postagens com marcador Versos Caóticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Versos Caóticos. Mostrar todas as postagens

20 setembro 2012

Guerra fria



O que será que houve com Moscou?
Não me lembro de ter ouvido um grito.
É distante a minha amargura.
Está trancada no porão.
Ora, não há século
sem um destemido herói,
sem um bravo guerreiro,
sem um ousado desbravador.
Eu quero estar entre os ouvintes,
entre aqueles que sobreviveram
ao castigo terrível,
à morte insana e
outras guerras absurdas.

07 Mar 2011, 02h10min

26 julho 2011

Física dos Anjos




As luzes
dançando em par
com o céu

Noites
da aurora boreal
como véu


07 Jun 2011


[Poema do Livro "Versos Caóticos", do mesmo autor]

20 março 2010

Dúvidas




a escuridão mata
a luz também
a morte maltrata
a vida também

entre sonhos
e mudanças
entre ricas
esperanças

me ausentei

na noite
no fogo
não fujo
do jogo

marca impressa
em papel
em jornal
não interessa

me marcam
tuas dores
me atacam
teus amores

e tuas feridas
também
e além

e as matilhas
caçam
disfarçam

dispersam
as presas
ameaçam
certezas

inteiras

se mudam
não vejo
transmutam
o desejo

as trevas
maltratam
a claridade

os mortos
despertam
curiosidade

a
vida
também


16 mar 2010 - 19h43min

[Poema apresentado no sarau literário "Quartas às Quatro", na UBE-PE, em 17/03/2010. Será incluído no livro VERSOS CAÓTICOS, do mesmo autor]

03 março 2010

Eu Junto

Tudo menos
Longe do Rio
Ela apareceu
E sonhou

Um sonho em visão
Calor e chuva
Em clima de verão

Eu sumi
E assumi o controle
Em cima da noite
Antes da morte

Não há fatos
Não há certeza
Só há razão

Eu sei falar
Eu sei sorrir
Sinto
Só não sei nadar

Sonhadores
Você e Eu
Junto ao mar

Nada mais


15 ago 2009 - 01h07min

___________________________________

Anexo

Entre calos
e topadas
continuamos
a caminhar...

16 ago 2009 - 18h45min

[Poemas incluídos no livro VERSOS CAÓTICOS, a ser lançado]

12 dezembro 2009

Por onde passei



sigo a estrada
num dia meio azul

por sendas tranquilas
o verde me leva

árvores nuas
a me acompanhar

caminho de sombras arteriais
imortais elevações
me aguardam
no fim de uma curva

portal de ramos perdidos
e folhas esquecidas

o dia que não é meu
mas me pertence

ocultas dores
incontáveis amores
mil sentimentos
conduzem
meus passos cegos

libertam
meus pensamentos

em todos os caminhos
por onde passei

12/12/2009 - 14h25min

[Este belo poema será incluído no livro VERSOS CAÓTICOS]

30 novembro 2009

Poema para não ser lido



hoje eu não cantei
hoje eu não sonhei
meu som está rouco
minhas cordas, tensas
não vibraram

mudo
eu não criei
mudei
mas num segundo
não me transformei

hoje eu não vivi
hoje eu não morri
minha vida não parou
minha morte não chegou

vida e morte
não se encontraram
mal se amaram

amar
não aprendi

num momento
de insanidade
minha vontade
- que não é minha -
emudeceu
o mundo

calou meu canto
acordou meu sonho
viveu minha vida

sujou meu papiro
secou minha pena
amarelou meu sorriso
apagou meus erros

redimindo meu ser
para voltar a cantar
viver e sonhar

quero ser!
quero vibrar!
quero escrever
este poema para não ser lido

15-07-2009 [na UBE-PE]